De 14 a 16 de novembro, o presidente da Unisol Brasil, Leo Pinho, e o presidente da Cicopa Américas, Arildo Mota, participam da Conferência Mundial da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que acontece em Kuala Lumpur, na Malásia, e cujo tema é Cooperativas: colocando as pessoas no centro do desenvolvimento.

A conferência deve reunir cooperativas de todo o mundo e está estruturada em quatro eixos: Aprenda (debates, painéis, as últimas tendências cooperativas e os desafios enfrentados); Experimente (oficinas com especialistas, habilidades práticas e ferramentas); Explore (conhecer a cultura e diversas histórias de cooperação por meio de filmes, exposições e demonstrações); Conecte (oportunidade de conhecer pessoas que atuam em cooperativas, troca de experiência e novos contatos).

Durante o encontro acontece também a eleição do novo presidente da ACI. No Brasil, o apoio vai para o argentino Ariel Guarco, presidente da Cooperar. “A Conferência Mundial da ACI está inserida num cenário mundial de muitas incertezas. A expectativa é que possamos afirmar o Cooperativismo como uma alternativa para um novo modelo de desenvolvimento, sustentável e solidário. Para isso, a Unisol Brasil se fará presente e defenderá Ariel Guarco para presidente da ACI”, define o presidente da Unisol Brasil, Leo Pinho.

“Eu acredito que o contexto global nos obriga a sair em campo usando a camisa cooperativa e confrontar especuladores e aqueles que controlam a economia, que estão levando a humanidade em uma estrada sem retorno, com a nossa coerência, trajetória e diversidade”, diz Guarco em entrevista à ACI.

Há cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo que fazem parte do sistema cooperativo e Guarco defende que a ACI “precisa visar o desenvolvimento da sociedade por meio do modelo cooperativo, que é um modelo econômico diferente, caracterizado por empresas economicamente viáveis e socialmente responsáveis. Isso faz com que essas empresas sejam difíceis de gerenciar e é preciso entender que somos socialmente convertidos de forma responsável em empresas, e não empresas de fazem responsabilidade social para cobrir seus problemas. A pessoa que lidera [a ACI] precisa mostrar compromisso e uma trajetória de vida cooperativa. Acho isso importante e é o que determinou minha candidatura”.

Guardo defende ainda o aprofundamento das relações com as diversas regiões de atuação da ACI, integração dos setores cooperativos e consolidação de espaços juvenis e de gênero. Sua proposta para a presidência da Aliança traz a construção de um comitê executivo que inclua presidente, vice-presidentes, diretor geral, diretores regionais e setoriais, que seja responsável pela coordenação da política discutida e aprovada nas reuniões do conselho. E ainda melhorar a qualidade e quantidade de informações fornecidas aos membros sobre a atuação da ACI, rendimentos, balanços, projetos, e assim capacitar as organizações para tomada de decisão.

Para Arildo Mota, diretor da CICOPA Américas e diretor internacional da UNISOL Brasil, a candidatura de Ariel Guarco significa uma renovação positiva para o campo cooperativista solidário da América e do mundo, por trazer novas ideias e novas formas de praticar o cooperativismo.

“Ariel é preocupado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e acredita que não adiante ter cooperativas que faturam milhões se houver inclusão socioprodutiva, cultural, dos sócios das cooperativas. Ele vê o cooperativismo como um projeto de vida, de inclusão social, onde a sociedade possa participar e compartilhar os ganhos onde vive. A pessoa do Ariel é a que mais agrega no campo do cooperativismo mundial do século XXI”, define Arildo. “Ele traz uma proposta de maior participação dos setores menos favorecidos que compõem a ACI. Hoje o espaço é muito seletivo, e ele quer defende democratizar a participação das cooperativas”.