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Catadores de resíduos sólidos se reúnem em Canoas

A economia solidária se fortalece no Rio Grande do Sul. Os catadores de resíduos sólidos do Estado esperam dar prova desse avanço no encontro que realizarão em Canoas, no dia 13 de junho. Além de trocar experiências quanto aos êxitos do cooperativismo, eles vão debater as melhores formas de luta para obrigar os governos do Estado e dos municípios a respeitar a lei que garante prioridade de contratação aos cooperados e o combate à incineração de resíduos sólidos.
“Vivemos um momento ímpar. Temos de avançar em nossas conquistas no plano social, ambiental e econômico”, afirma Clóvis Eduardo Aguiar da Silva, coordenador geral da Cooarlas (Cooperativa de Trabalhadores e Amigas e Amigos Solidários), fundada em 1999.
O encontro ocorrerá no Centro de Esportes São Luiz, em Canoas. Vão se reunir no local os representantes de cooperativas além de autoridades de mais de cem municípios do Rio Grande do Sul e do Governo Federal. Aguiar da Silva frisa a importância de garantir a defesa da economia solidária, dos direitos dos catadores e da preservação do meio ambiente. Para tanto, ele aponta a necessidade de os governos respeitarem a lei de resíduos sólidos. A legislação garante a prioridade, em relação às empresas privadas, para a contratação sem licitação de catadores de cooperativas.
O coordenador da Cooarlas, que congrega 32 catadores de Canoas e 18 de Giruá, tem muito a comemorar. No último ano eles foram responsáveis pela coleta de entre 80 e 90 toneladas de resíduos sólidos como papel, papelão, metais e plásticos, vendidos em sua maioria para indústrias e aparistas de papel.
Mais: a renda mensal dos cooperados, em sua maioria ex-desempregados, mulheres chefes de família e sem-teto, cresceu em oito anos de R$ 100,00 para cerca de R$ 1 mil. “Nossa meta é fazer com que essa renda aumente 30% no próximo período”, afirma. Mas nem tudo são conquistas. Segundo o coordenador, ainda há muito a percorrer na luta contra a queima de resíduos sólidos como papel e plásticos. “Queremos que haja mais fiscalização por parte dos órgãos públicos em relação ao problema”, finalizou.

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