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15 nov
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Assinada carta de cooperação entre RECM e CICOPA Mundial

RECMeCICOPA

Durante a Reunião da CICOPA, que representa o ramo trabalho na Aliança Cooperativa Internacional (ACI), no dia 14 de novembro em Kuala Lumpur, na Malásia, foi assinada a Carta de Cooperação entre a Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM) e a CICOPA Mundial.

A Carta de Cooperação reafirma o compromisso, já presente desde 2008, com o fortalecimento do cooperativismo como estratégia de desenvolvimento.

ato de assinatura contou com o Presidente Pro Tempore da RECM Mercosul, Juarez Távora de Freitas Júnior; o Presidente da CICOPA Américas, Arildo Mota Lopes; e o Presidente da CICOPA Mundial, Manuel Mariscal.

Manual Mariscal sinalizou que a iniciativa da CICOPA e RECM Mercosul, de fortalecer suas relações institucionais e de promover estratégias e modelos de cooperativas de trabalho, é um exemplo para outras regiões do mundo.

Em sua fala, Juarez Távora destacou o papel do cooperativismo como promotor de desenvolvimento econômico com justiça social e sustentabilidade ambiental e reafirmou a disposição da RECM Mercosul em impulsionar na região o fortalecimento do cooperativismo.

Arildo Mota Lopes encerrou a cerimônia de assinatura afirmando que o trabalho conjunto entre RECM Mercosul e CICOPA é uma importante ferramenta para que os países desenvolvam estratégias de intercooperacão, de promoção de novos postos de trabalho e para a internalização da Recomendação 193/02 da OIT (Organização Internacionalização do Trabalho).

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12 nov
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Parceria entre Rede Articulando e ABIH faz ação piloto no Travel Inn Ibirapuera

Nos dias 09 e 10/11, uma parceria entre a Rede Articulando e a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) deu início a uma experiência inédita, levando para os hotéis da associação estandes de exposição e comercialização de peças do artesanato paulista.

O piloto dessa ação aconteceu no hotel Travel Inn Ibirapuera, e a intenção é divulgar o artesanato, promover o trabalho artesanal e valorizar as peças desenvolvidas em São Paulo. Displays especiais para a exposição dos itens foram desenvolvidos pela Rede Articulando, em harmonia com o foyer do hotel. Foram expostos e comercializados produtos em cerâmica, toy art, acessórios, bolsas e outros itens para decoração.

O público do hotel inclui turistas e também executivos, pessoas que lá estão hospedadas a trabalho. A seleção dos itens levou isso em consideração. Em acordo com a direção do hotel e a ABIH, esse piloto aconteceu em horário determinado pelo maior trânsito e presença dos hóspedes, entre 19h e 22h. É um primeiro teste, que ajudará a modular a proposta.

Para Marina Prudente de Toledo, da Rede Articulando, estar nesse lugar dá visibilidade tanto para o artesão/ã quanto para o artesanato, e promove sua valorização: “Um dos grandes pilares da Rede é a valorização do artesanato do estado de São Paulo. Falar em inovação em artesanato pode parecer estranho para muita gente, mas é fundamental. Temos que inovar principalmente em momentos de crise, como esse que estamos passando, e percebemos que é possível mudar modelos antigos, ultrapassados, e criar parcerias que são inusitadas como a própria forma de expor, desenvolvendo um mobiliário que valoriza ainda mais os produtos artesanais. Turismo está ligado diretamente a artesanato, em qualquer parte do mundo se faz essa dobradinha, por que não aqui? Plantamos a semente. Os números ainda são insípidos porque foram só dois dias, mas já há uma mudança, foram apresentadas possibilidades de expormos em outros hotéis da rede Travel Inn, em Higienópolis, Vila Olímpia, e isso mostra a capilaridade que a rede hoteleira pode oferecer ao artesanato paulistano”.

Para a ABIH, parcerias como essa vão ao encontro do objetivo de fomentar hotéis associados trazendo novas perspectivas de receita e novidades para os hóspedes. Quem avalia é Gláucia Sangiovanni, gerente operacional da associação em São Paulo. “Foi muito gratificante estar no lançamento do projeto e ver os artesãos abertos a ações novas. E o que eu vi também da rede Travel Inn foi uma reciprocidade verdadeira. Eles estão muito contentes com o projeto e já pensam em levar esse trabalho para outros hotéis da rede, nas épocas de alta; para que os hóspedes possam ver que o artesanato paulista existe com uma qualidade superior à que é esperada. A perspectiva para 2018 é que consigamos levar isso para outros hotéis da nossa associação. Foi um trabalho pioneiro no Travel Inn e espero que no próximo ano muitos outros hotéis recebam a Rede Articulando”.

Marina, da Rede Articulando, avalia que essa experiência vai fazer muita diferença em como as pessoas e empresários de outros ramos enxergam o artesanato, e que é possível explorar outras formas de comercialização, sem esquecer das políticas públicas. Criada em 2015 com o objetivo de realizar projetos para a promoção e desenvolvimento do artesanato, a Rede Articulando busca valorizar, informar, divulgar, comercializar e capacitar artesãos e artesãs paulistas e paulistanos. Além de constituir representatividade para esses profissionais, busca aproximá-los dos princípios da economia solidária.

O grupo facilita a participação em feiras e eventos de parceiros e promove articulações, além de ajudar na construção de propostas de políticas públicas ou demandas específicas.

 

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11 nov
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Unisol participa da Conferência Mundial da ACI e defende eleição de Ariel Guarco

De 14 a 16 de novembro, o presidente da Unisol Brasil, Leo Pinho, e o presidente da Cicopa Américas, Arildo Mota, participam da Conferência Mundial da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que acontece em Kuala Lumpur, na Malásia, e cujo tema é Cooperativas: colocando as pessoas no centro do desenvolvimento.

A conferência deve reunir cooperativas de todo o mundo e está estruturada em quatro eixos: Aprenda (debates, painéis, as últimas tendências cooperativas e os desafios enfrentados); Experimente (oficinas com especialistas, habilidades práticas e ferramentas); Explore (conhecer a cultura e diversas histórias de cooperação por meio de filmes, exposições e demonstrações); Conecte (oportunidade de conhecer pessoas que atuam em cooperativas, troca de experiência e novos contatos).

Durante o encontro acontece também a eleição do novo presidente da ACI. No Brasil, o apoio vai para o argentino Ariel Guarco, presidente da Cooperar. “A Conferência Mundial da ACI está inserida num cenário mundial de muitas incertezas. A expectativa é que possamos afirmar o Cooperativismo como uma alternativa para um novo modelo de desenvolvimento, sustentável e solidário. Para isso, a Unisol Brasil se fará presente e defenderá Ariel Guarco para presidente da ACI”, define o presidente da Unisol Brasil, Leo Pinho.

“Eu acredito que o contexto global nos obriga a sair em campo usando a camisa cooperativa e confrontar especuladores e aqueles que controlam a economia, que estão levando a humanidade em uma estrada sem retorno, com a nossa coerência, trajetória e diversidade”, diz Guarco em entrevista à ACI.

Há cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo que fazem parte do sistema cooperativo e Guarco defende que a ACI “precisa visar o desenvolvimento da sociedade por meio do modelo cooperativo, que é um modelo econômico diferente, caracterizado por empresas economicamente viáveis e socialmente responsáveis. Isso faz com que essas empresas sejam difíceis de gerenciar e é preciso entender que somos socialmente convertidos de forma responsável em empresas, e não empresas de fazem responsabilidade social para cobrir seus problemas. A pessoa que lidera [a ACI] precisa mostrar compromisso e uma trajetória de vida cooperativa. Acho isso importante e é o que determinou minha candidatura”.

Guardo defende ainda o aprofundamento das relações com as diversas regiões de atuação da ACI, integração dos setores cooperativos e consolidação de espaços juvenis e de gênero. Sua proposta para a presidência da Aliança traz a construção de um comitê executivo que inclua presidente, vice-presidentes, diretor geral, diretores regionais e setoriais, que seja responsável pela coordenação da política discutida e aprovada nas reuniões do conselho. E ainda melhorar a qualidade e quantidade de informações fornecidas aos membros sobre a atuação da ACI, rendimentos, balanços, projetos, e assim capacitar as organizações para tomada de decisão.

Para Arildo Mota, diretor da CICOPA Américas e diretor internacional da UNISOL Brasil, a candidatura de Ariel Guarco significa uma renovação positiva para o campo cooperativista solidário da América e do mundo, por trazer novas ideias e novas formas de praticar o cooperativismo.

“Ariel é preocupado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e acredita que não adiante ter cooperativas que faturam milhões se houver inclusão socioprodutiva, cultural, dos sócios das cooperativas. Ele vê o cooperativismo como um projeto de vida, de inclusão social, onde a sociedade possa participar e compartilhar os ganhos onde vive. A pessoa do Ariel é a que mais agrega no campo do cooperativismo mundial do século XXI”, define Arildo. “Ele traz uma proposta de maior participação dos setores menos favorecidos que compõem a ACI. Hoje o espaço é muito seletivo, e ele quer defende democratizar a participação das cooperativas”.

 

 

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04 nov
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ANC apresenta experiência em certificação participativa no 19º Congresso Mundial Orgânico

A Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC) levará sua experiência em certificação participativa ao 19º Congresso Mundial Orgânico, que acontece em Nova Délhi, na Índia de 09 a 11 de novembro. O trabalho será apresentado por Maria Elisa, integrante da ANC.

Lisa, como é conhecida, apresentou um artigo no X Congresso Brasileiro de Agroecologia, em Brasília, contando a experiência da ANC com os Sistemas Participativos de Garantia (SPGs) e a relação dos produtores com os mercados locais, e o trabalho foi selecionado para participar do congresso mundial. A ANC foi a primeira associação do Brasil credenciada para realizar a certificação orgânica participativa, em 2010.

Uma campanha de crowdfunding bem-sucedida proporcionou a participação de Lisa, que não contava com recursos para representar o país no congresso. “Para mim será uma experiência muito importante, é um encontro mundial com representares de muitos países. Para a ANC também será uma oportunidade importante, pois além de levarmos a experiência da Associação para o mundo todo, voltarei com aprendizados que poderão ser aplicados em nossa rotina, como melhorias e alternativas técnicas e administrativas do nosso Sistema Participativo de Garantia”, avalia Lisa.

“Precisamos aprender melhor as formas de trabalho de SPGs de outras regiões, para poder simplificar e qualificar os nossos processos, com base na confiança dos próprios produtores. Também quero ver as práticas ecológicas integradas com as criações animais, como adubações e manejo do esterco, já que a criação animal (vacas) é bastante presente na Índia. Aqui nossos produtores ainda são muito dependentes de esterco de frango de granja convencional. Lá, além disso, a produção de arroz é muito tradicional, e aqui quase não temos mais produtores. Tudo isso tem a ver também com o resgate de cultivos e culturas”, completa.

A campanha de crowdfunding levou 21 dias no Catarse, o suficiente para proporcionar a apresentação do trabalho de Lisa e toda essa troca durante o Congresso. A Unisol Brasil é uma das apoiadoras.

A agricultura orgânica, assim como os SPGs, tem crescido muito pelo mundo. Hoje já são mais de 250 SPGs em 72 países ao redor do mundo. No Brasil, envolvem mais de 3 mil produtores certificados. Na índia, eles já são mais de 20 mil.

Conheça o trabalho que será apresentado clicando aqui

Conheça os apoiadores da Campanha clicando aqui

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02 nov
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Feira Jardim Secreto promove edição especial de Economia Solidária

A Jardim Secreto Fair, feita itinerante que reúne pequenos empreendedores e revela jardins na cidade de São Paulo, promove, no dia 11 de novembro, uma edição especial Economia Solidária no Museu da Imagem e do Som (MIS).

Criada por Claudia Kievel e Gladys Tchoport, essa feira tem muita sintonia com a Economia Solidária, ao proporcionar a possibilidade de comercialização de itens feitos por pequenos produtores, como roupas, conservas, bijuterias, design, papelaria e uma série de outras possibilidades.

Essa sinergia motivou a organização desta edição da feira, na qual, 57 produtores locais vão expor e comercializar seus produtos. São empreendimentos da economia solidária e pequenas marcas que trabalham em parceria com os empreendimentos.

A edição temática surgiu a partir de uma experiência da Jardim Secreto Fair com marcas que trabalham com economia solidária e que participaram do Festival Transforma (um evento também promovido pela feira, que incentiva a troca de conhecimento manual e transformação de aprendizados). Um painel sobre negócios solidários reuniu as marcas Maria Tangerina, SOMOS 55, Jouer Couture e Philadelphia Company, juntamente com a Rede Design Possível. A criadora da marca Maria Tangerina, Priscila Cortez, começou a trabalhar com a Jardim Secreto e foi fomentando a ideia.

“Ficou muito clara a falta que esse assunto fazia em nosso universo. E começamos a conversar com a Priscila, que acabou virando nossa assistente, e como ela agora está super próxima do projeto, trouxe essa ideia. “Várias marcas da Jardim Secreto já estão trabalhando com grupos de economia solidária, em parceria com a Unisol Brasil e outras redes”, diz Cláudia Kievel, uma das fundadoras da feira.

“Nossa expectativa é que mais marcas comecem a entender que promover o consumo consciente não é só fazer as coisas de forma justa para elas mesmas. Vai muito além disso. Esperamos que o olhar de quem está produzindo se expanda e entenda que existem outros mundos e outras formas de trabalhar, outras realidades. Que há muitas semelhanças e diferenças, e a gente pode reunir essas diferenças. Que não são nada mais do que estilo de vida, talvez classe social, oportunidades, são barreiras sociais que só se a gente se unir vão ser cortadas. A nossa ideia é que as marcas criem e executem apoiando quem não tem a mesma oportunidade de começar alguma coisa”, avalia.

A programação começa às 12h e segue até às 20h no MIS. Além da oportunidade de conhecer os produtos e conversar com quem faz a economia solidária, a feira promove o Painel Transparência, que acontece no Auditório a partir das 14h e proporciona conversas sobre produção (discussão sobre a cadeia produtiva com marcas e grupos envolvidos com a economia solidária) e o Painel Consumo (discussão sobre consumo consciente com representantes da economia solidária, negócios sociais e grupos de troca). Aqui haverá participação da presidente da Unisol SP, Djenane Martins (que falará também da experiência da Charlotte Arte em Costura), da Rede Design Possível e da Rede Articulando.

Já o Painel Co-criação oferece oficinas a partir das 12h30, incluindo produção de ecobags, estamparia digital, estamparia manual e reparo de objetos.

Confira a programação completa clicando aqui.

 

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25 out
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CNDH instaura comissão de apuração de condutas do Ministro do Trabalho em relação aos direitos humanos

Em sua 31ª reunião ordinária, realizada em 25/10, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) decidiu instaurar uma Comissão de Apuração de Condutas e Situações Contrárias aos Direitos Humanos do Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

A medida foi motivada pela publicação, no dia 16 de outubro, da Portaria nº 1.129/2017, do Ministério do Trabalho, que altera os conceitos que definem o trabalho escravo no Brasil, reduzindo as situações que caracterizam o crime e dificultando a sua fiscalização.

Esta é a primeira vez que o colegiado abre um procedimento apuratório, recurso previsto na lei que cria o conselho (Lei nº 12.986/2014). A justificativa para abertura do procedimento são as ações reiteradas adotadas pelo ministro, desde o início de sua gestão, que criam dificuldades ao processo de erradicação do trabalho escravo no país, como na ação voltada à não publicação da lista suja e, mais recentemente, com a publicação da Portaria MTB nº1129/2017.

A portaria, criticada nacional e internacionalmente, por entidades como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho, teve inclusive seu efeito suspenso temporariamente por uma ação da ministra Rosa Weber, do STF, em 24/10.

Leo Pinho, que apresentou a proposta pela Comissão Permanente de Direito ao Trabalho e que integrará a comissão apuradora, informa que o CNDH vai comunicar a medida ao ministro, que apresentará defesa a ser analisada pela comissão.

“É inadmissível retroceder dessa maneira nos direitos humanos para contentar os ruralistas. Apresentei pela primeira vez ao Plenário do CNDH a proposta de abrir um procedimento de apuração de condutas violadoras do Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que foi aprovada por unanimidade. O CNDH aponta com essa medida que não aceita nenhum retrocesso no combate ao trabalho escravo”, diz Pinho.

 

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19 out
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TERMO DE HOMOLOGAÇÃO COTAÇÃO PRÉVIA DE PREÇOS Nº 015/2017 – REDES

Em atenção à deliberação da Comissão de Licitação e Seleção da UNISOL BRASIL, datada de 04/01/2017, e em referência ao Edital de Cotação Prévia de Preço nº 015/2017, RATIFICO E HOMOLOGO como vencedora a proponente TRANSTUR RS LOCACAO E TRANSPORTE EIRELI – ME , inscrita no CNPJ sob nº 02.958.974/0001-08, e autorizo a contratação da prestadora acima citada, nas condições estabelecidas pelo Edital e dentro do previsto em convênio e/ou contrato, respeitando-se a legislação vigente.

Clique AQUI para acessar o Termo de Homologação Completo.

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18 out
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Assembleia ordinária da CICOPA Américas define novos passos

cicopaAmericas

No último dia 12 de outubro aconteceu o seminário “Servir Melhor”, que reuniu cooperativas de diversos setores como trabalho associado, habitação, serviços públicos, crédito, transporte, dentre outros. Mais de cem pessoas compartilharam experiências, conhecimentos e opiniões com o objetivo de consolidar laços entre os setores e fortalecer o movimento cooperativista por meio da intercooperação.

O seminário, parte da programação da XX Conferência Regional das Cooperativas das Américas, teve como um dos eixos mais destacados o debate sobre o papel das cooperativas na questão do poder, pensado aqui não só como o poder da incidência nas instituições públicas, mas também como o poder de ação que as cooperativas têm em suas comunidades.

Outro tema importante ressaltado foi a necessidade de participar na formação de quadros políticos e gerenciais, mas também ser parte integrante dos governos e parlamentos. Perdeu-se de vista a essência cooperativa, que está centrada no ato cooperativo. E esse foi assunto de profundo debate no início do encontro.

A Assembleia Ordinária da CICOPA Américas aconteceu ao final do dia, reunindo representantes do Paraguai, México, Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia, buscando definir os passos na nova conjuntura colocada pelas mudanças que aconteceram e acontecerão na Aliança Cooperativa Internacional (ACI), sem deixar de lado a consolidação da organização do grupo em nível nacional e sub-regional.

A urgência em consolidar a CICOPA América do Norte foi um dos temas centrais da reunião. A falta de desenvolvimento institucional nas áreas americanas andina e centro-americana motivou a decisão de iniciar um diálogo com o Comitê Executivo das Cooperativas das Américas para identificar organizações que possam ajudar, por meio de contato ou ação direta, na consolidação nessas áreas.

A CICOPA Américas volta assim a disponibilizar seus recursos para construir um movimento cooperativo e autogerenciado forte e amplo, que pode se tornar uma alternativa ao sistema atual, com o objetivo de melhorar a vida dos povos americanos.

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13 out
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TERMO DE HOMOLOGAÇÃO CHAMADA PÚBLICA Nº 034/2017 – SMTE/PMSP

Em atenção à deliberação da Comissão de Licitação e Seleção da UNISOL BRASIL, datada de 04/01/2017, e em referência ao Edital de Chamada PÚBLICA nº 034/2017, RATIFICO E HOMOLOGO como vencedor o proponente ROQUE MACIEL CARDOSO VENÂNCIO, inscrita no CPF sob nº 354.051.658-16, e autorizo a contratação da prestadora acima citada, nas condições estabelecidas pelo Edital e dentro do previsto em convênio e/ou contrato, respeitando-se a legislação vigente.

Clique AQUI para acessar o Termo de Homologação Completo.

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11 out
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Empreendedorismo feminino: Sonho Meu é uma das selecionadas no prêmio do Consulado da Mulher

SonhoMeu
No início de outubro aconteceu em São Paulo a cerimônia de premiação da 5ª edição do Prêmio Consulado da Mulher de Empreendedorismo Feminino. Dez grupos foram selecionados para receber capacitação técnica por dois anos, eletrodomésticos e R$ 10 mil.

A Associação Sonho Meu, de Porto, no Acre, foi uma das premiadas. Estiveram em São Paulo para receber o prêmio a presidente da Associação, Elisabete Santos Silva, e também Lázara Marcelino, da Secretaria Especial de Políticas Para Mulheres do Acre.

Criada para potencializar a produção dos agricultores e agricultoras familiares assentados no Projeto de Assentamento do Caquetá – instituído pelo INCRA em 1997 e que assentou na época cerca de 583 famílias em áreas de 15 hectares -, a Associação Sonho Meu pretende agora, com o projeto premiado, incrementar a produção de 20 famílias de mulheres empreendedoras, com foco na produção e geração de renda, valorizando a produção familiar e o desenvolvimento de estratégias econômicas sustentáveis.

O prêmio recebido do Consulado da Mulher fez com que a Associação conseguisse equipar a cozinha de produção com freezers, geladeiras, micro-ondas e purificador de água. O dinheiro será investido em ajustes de embalagem e produção para ampliar a comercialização dos produtos.

Elisabete Santos Silva, presidente da Sonho Meu, conta que tudo isso, além da capacitação técnica oferecida pelo Consulado, ajudará muito no avanço da Associação: “Essa conquista é maravilhosa. Precisávamos de freezers para guardar polpas, frutas, compotas, geleias, e agora temos onde armazenar a nossa produção. Estamos felizes também porque teremos assistência técnica por dois anos. No Brasil estão acontecendo cortes muito grandes do governo federal em assistência técnica, então conseguir isso é importante para a gente”.

A criação da Sonho Meu está ligada a uma outra associação, da época em que o assentamento das famílias foi realizado, criada para reivindicar políticas públicas e que acabou entrando em colapso e parou de funcionar. “As mulheres rurais sempre tiveram muita necessidade de organização, então nos juntamos e resolvemos ativar a associação. Resgatamos o antigo CNPJ, o estatuto, pagamos as multas, colocamos os documentos em dia e reativamos, mas como outro nome, agora Sonho Meu”, diz Elisabete.

O grupo tem buscado se associar a parceiros que auxiliem na formação e melhoria contínua do trabalho, como Senai, EMATER, UNISOL Brasil e a Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres do Acre. Cursos, formações, acesso a crédito, intercâmbio, oportunidade de comercialização dos produtos em feiras são alguns dos pontos destacados por Elisabete como resultado dessas parcerias.

Ela aponta a importância da atuação da UNISOL Brasil nessa trajetória: “A parceria com a UNISOL nos levou a fazer intercâmbio, nos ensinou o que significa economia solidária, promoveu a nossa participação em feiras para
comercializar nossos produtos, deu assessorias aqui no assentamento, e isso tudo foi muito importante. A UNISOL é um patrimônio criado para fortalecer a agricultura familiar e a economia solidária. Temos que fortalecê-la e não podemos deixar que nenhuma política venha a limitar sua atuação”.

“A gente conseguiu se manter na ativa até agora e continuamos vencendo as dificuldades. Quando começamos não tínhamos meio de transporte nem equipamentos, hoje já temos um caminhão, trator com arado, grade, plantadeira, tanque resfriador de leite para a comunidade que trabalha com isso. Vivemos organizados, mulheres, homens e jovens, para alcançar as nossas necessidades. Somos pequenos, mas temos conseguido dar bons passos por meio da Associação”, diz ela.

A Associação criou também a Cooperativa Sonho Meu, para facilitar a comercialização dos produtos. A produção inclui frutas como banana, mamão, melancia, limão e laranja, hortaliças como rúcula, pepino, maxixe, alface, cebolinha e cheiro verde, além de leite. Leite e laticínios também são produzidos – como queijo, iogurte e requeijão – e vendidos para um laticínio local. As frutas e hortaliças são consumidas em boa parte pela própria comunidade, que compra na porta do produtor, e também em feiras na capital do estado, Rio Branco. O grupo produz ainda geleias, compotas, polpas e doces.

Lázara Marcelino, da Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres do Acre, acompanhou Elisabete na entrega do prêmio do Consulado da Mulher. A participação da Secretaria nessa conquista foi importante: “O grupo da Bete já teve uma inscrição nesse prêmio, há alguns anos, mas não conseguiu. Conheci Bete antes mesmo de atuar na Secretaria, e me senti na obrigação, enquanto gestão pública agora, de acompanhar mais de perto esse empreendimento, que para nós é uma referência em vários sentidos. Primeiro, por ter uma mulher à frente da Associação, mas também por reconhecer a capacidade de liderança e competência dela e perceber que há união no grupo. As mulheres envolvidas no processo se complementam, são muito ligadas umas às outras. Nesse processo de inscrição do projeto e premiação, nos sentimos comprometidas a fazer o acompanhamento e a gestão”.

Ela e Elisabete passaram por um processo de capacitação junto ao Consulado da Mulher e farão a multiplicação, junto às mulheres da Associação, dessa metodologia que o Consulado compartilhou, que inclui todo o processo de gestão, comercialização, higienização dos produtos, como melhor a aparência, enfim. “Isso é muito importante, porque elas já têm alguns espaços de comercialização, como as feitas e o PAA, mas estamos já pensando em futuros novos mercados”, diz Lázara.

Os maiores desafios da Sonho Meu hoje são embalar seus produtos seguindo as formalidades, para expandir mercados, e manter a escala da produção. “Ainda não temos estrutura de irrigação para produzir no verão, por exemplo. Manter a escala de produção é a maior dificuldade. E embalar, com código de barras, licença da Anvisa e todos os procedimentos. Assim a gente consegue ganhar o mundo, vender para o nosso estado e para os nossos vizinhos, Peru e Bolívia”, diz Elisabete.

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