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20 abr
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TERMO DE HOMOLOGAÇÃO CHAMADA PÚBLICA Nº 011/2017 – Convênio SICONV nº 776121/2012

Em atenção à deliberação da Comissão de Licitação e Seleção da UNISOL BRASIL, datada de 04/01/2017, e em referência ao Edital de Chamada PÚBLICA nº 011/2017, RATIFICO E HOMOLOGO como vencedora a proponente Lílian Margareth Pintos Wiltgen, inscrita no CPF sob nº 407.615.330-87, e autorizo a contratação da prestadora acima citada, nas condições estabelecidas pelo Edital e dentro do previsto em convênio e/ou contrato, respeitando-se a legislação vigente.

 

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20 abr
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TERMO DE HOMOLOGAÇÃO CHAMADA PÚBLICA Nº 010/2017 – Convênio SICONV nº 776121/2012

Em atenção à deliberação da Comissão de Licitação e Seleção da UNISOL BRASIL, datada de 04/01/2017, e em referência ao Edital de Chamada PÚBLICA nº 010/2017, RATIFICO E HOMOLOGO como vencedoras as proponentes Isabeta Carla Ody, inscrita no CPF sob nº 991.667.980-00, e Elizabeth Souza da Silveira, inscrita no CPF sob nº 285.967.650-34, e autorizo a contratação das prestadoras acima citadas, nas condições estabelecidas pelo Edital e dentro do previsto em convênio e/ou contrato, respeitando-se a legislação vigente.

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20 abr
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COTAÇÃO DE PREÇO Nº 006/2017 – SEBRAE – contratação de empresa de consultoria para Articulação e mobilização de empreendimentos e parceiros para a realização da 2ª Edição da Feira ECO FLORES, no Horto Florestal de Rio Branco.

A “CENTRAL DE COOPERATIVAS E EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS DO BRASIL – UNISOL BRASIL”, inscrita no CNPJ sob nº 07.293.586/0001-79, com sede em São Bernardo do Campo/SP, torna público a abertura de processo de contratação de pessoa jurídica para a prestação de serviços de consultoria técnica, conforme Memorial Descritivo em anexo.

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18 abr
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Feira Internacional do Turismo do Pantanal dá espaço à Economia Solidária

FIT Pantanal 2017

De 20 a 23 de abril acontece a segunda edição da Feira Internacional do Turismo (FIT) Pantanal, na cidade de Cuiabá, em Mato Grosso. O ano de 2017 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas como o ano internacional do turismo sustentável para o desenvolvimento.

E a FIT Pantanal dará ênfase a esse tema, abordando uma visão de desenvolvimento sustentável para as regiões do Pantanal, Cerrado, Amazônia Mato-grossense e Araguaia, e revelando manifestações artísticas e culturais, moda, produtos de agricultura familiar, artesanato e gastronomia. Haverá exposição e comercialização de produtos, bem como a apresentação dos potenciais desses segmentos para fomentar o turismo sustentável gerando inclusão social e renda.

O evento será realizado no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, e é promovido pelo Sindicato das Empresas de Turismo do Mato Grosso em parceria com o Governo do Estado. São esperadas mais de cem mil pessoas.

O presidente da UNISOL Brasil, Leo Pinho, participará da FIT para conhecer as atividades da Economia Solidária desenvolvidas no estado do Mato Grosso. Pinho visitará também empreendimentos localizados na Baixada Cuiabana e participará de uma reunião com atores locais da Economia Solidária. O estado do Mato Grosso conta com um Conselho Estadual de Economia Solidária, liderado pela Secretaria Estadual da Agricultura Familiar.

“O turismo rural e o ecoturismo são importantes alternativas para a valorização e o fortalecimento da agricultura familiar e da Economia Solidária como estratégia de desenvolvimento. Vamos participar da FIT Pantanal para ampliar nosso conhecimento no setor, realizar parcerias e projetos na área”, define Pinho.

A UNISOL Brasil desenvolve atividades em Mato Grosso, no território da Baixada Cuiabana, desde 2013. A agenda durante a FIT foi articulada por Geraldo Donizeti Lucio, representante da UNISOL no local, técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (EMPAER) cedido para a SEADTUR e um dos coordenadores do Projeto Redes em Mato Grosso, desenvolvido pelo Instituto Pronatur em convênio com a UNISOL.

O Projeto Redes envolve hoje oito municípios do estado e 16 empreendimentos que atuam nas áreas de turismo rural, pesca, extrativismo, artesanato, agricultura e agroindústria. O trabalho inclui elaboração e aplicação de planos de negócio, ações de comunicação, estruturação permanente da Rede, ampliação de oportunidades de negócios e parcerias, oficinas, visitas e consultorias.

 

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09 abr
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Feira do Peixe e Agricultura Familiar agita a Semana Santa no Acre

Divulgação/ Assis de Lima - Prefeitura de Rio Branco

Divulgação/ Assis de Lima – Prefeitura de Rio Branco

De 12 a 14 de abril a Prefeitura da cidade de Bujari e o Governo do Estado do Acre promovem a 7ª Feira do Peixe e da Agricultura Familiar da Semana Santa. Realizada no Mercado Municipal, a Feira contará com a participação de empreendimentos da agricultura familiar, artesanato e jardinagem.

A expectativa é que a Feira de Bujari atraia pessoas das cidades vizinhas oferecendo, além do pescado, frutas, legumes e outros produtos da agricultura familiar. Durante os três dias serão comercializados peixes como tambaqui, tilápia, curimatã, piau e Matrinchã. Além de impulsionar a economia local, a Feira incrementa a renda dos piscicultores e produtores da agricultura familiar.

A Feira do Peixe e da Agricultura Familiar acontece também na cidade de Rio Branco, capital do Acre, de 12 a 15 de abril. O evento será realizado simultaneamente na Central de Abastecimento de Rio Branco (CEASA) e nos mercados Elias Mansour, da Estação Experimental, do Bosque, da Seis de Agosto e Cidade do Povo, além de Peixeiros da Avenida Amadeo Barbosa, comunidades do Panorama e Quixadá e as feiras do Rui Lino e Conjunto Universitário.

São esperados R$1,5 milhão de movimentação financeira com participação de 50 produtores familiares, 28 piscicultores, 11 empreendimentos da economia solidária e empresas privadas. O objetivo geral da feira é promover a exposição e comercialização do pescado e de produtos hortigranjeiros a um preço acessível à população, proporcionando a melhoria da renda aos produtores, piscicultores e comerciantes. Os participantes são os piscicultores, agricultores familiares, associações de produtores, cooperativas, empresas privadas comerciantes, atacadistas da CEASA, instituições parceiras, empreendimentos solidários e população em geral.

A UNISOL é parceira e apoia as duas Feiras.

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05 abr
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UNISOL Brasil avança na federalização e no fortalecimento da Economia Solidária no país frente à crise

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Nos dias 27 a 30 de março, a UNISOL Brasil – Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários realizou o Encontro Nacional da Economia Solidária. Representantes da diretoria nacional e da UNISOL em diversos estados brasileiros se reuniram em São Paulo para troca de experiência e construção de plano de ação e fortalecimento da Central frente aos retrocessos e à interrupção de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao cooperativismo.

A UNISOL realizou também seu primeiro encontro dedicado exclusivamente às mulheres e à definição de políticas e diretrizes de afirmação e empoderamento, o Encontro promoveu debate e proporcionou metodologias e ferramentas para avançar na federalização da Central, além de oficinas de comunicação e captação de recursos.

Foi realizada também uma mesa de análise de conjuntura com a presença da deputada Maria do Rosário (RS), João Cayres (CUT/CNM) e o deputado Teonilio Barba (SP).

No último dia do evento aconteceu o II Encontro Internacional Sindicalismo e Cooperativismo na América Latina – os desafios da classe trabalhadora, reunindo representantes de centrais sindicais e de cooperativas do Brasil, Argentina e Uruguai, e também da Itália e do Canadá.

“Foi um momento importante de avaliação, de superação de questões, mas ao mesmo tempo sempre propondo soluções”, define o presidente da UNISOL Brasil, Leo Pinho. “Outro ponto importante foi o empenho dos dirigentes estaduais em entender a situação, os impactos do golpe, da descontinuidade das políticas públicas de Economia Solidária, e o fato de ter clara a necessidade de organização local e regional para superar isso e se somar ao conjunto dos movimentos sociais e sindicais nesse processo de resistência. Precisamos avançar no fortalecimento não só da UNISOL, mas também da UNICOPAS, que é essa grande central de cooperativas do campo da Economia Solidária, como instrumentos da classe trabalhadora no campo da autogestão. Para que possamos superar esse processo de descontinuidade e de retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”.

Dezenas de diretores, diretoras, conselheiros e conselheiras da UNISOL, de todas as regiões do país, se estiveram presentes, cultivando um caldo muito rico com as particularidades de seus territórios. Apesar da diversidade, um ambiente de muitas semelhanças e desafios comuns logo se instalou, proporcionando um diálogo e uma construção importantes para fortalecer o movimento da Economia Solidária.

“O encontro foi um evento muito importante e estratégico para o segmento. Tivemos a oportunidade de contar com a presença de diversos atores de todas as regiões do nosso país. Representantes de estados da região norte, do nordeste, sudeste, centro oeste e sul trouxeram suas angústias e suas demandas sobre o futuro. Fizemos debates de análise conjuntural, estivemos com personalidades importantes do campo da Economia Solidária discutindo a situação do Brasil pós-golpe e as perspectivas. Tivemos oportunidade de nos integrar ao debate ao nível do Mercosul, e também conversamos com países coirmãos na discussão, como Itália e Canadá. Nesse contexto, a busca da parceria maior com os movimentos sindicais, as centrais sindicais, foi apontada como uma estratégia que devemos abraçar”, avalia o secretário-geral da UNISOL, Israel de Oliveira Santos. “Para nós, do estado da Bahia, esse encontro foi muito estratégico. Fizemos debates internos nos quais a questão da federalização foi apontada como uma estratégia que a UNISOL vai seguir, e tivemos a certeza da importância da nossa luta. Da necessidade de continuar brigando por uma legislação mais condizente com nossa realidade, pelo marco legal do cooperativismo, pelas políticas públicas voltadas para a Economia Solidária e para o cooperativismo social. E tivemos momentos muito interessantes de reencontro com companheiros de regiões mais distantes da minha, e a gente, mesmo distante, vem sofrendo as mesmas angústias e problemáticas. Foi também um espaço relevante de troca de experiência, muito importante”.

Magda de Almeida, Diretora de Políticas Afirmativas da UNISOL e vice-presidente da UNISOL Bahia, avalia que o encontro promoveu oportunidade também para a análise e debate do atual contexto em que vive o Brasil, das reformas que ferem os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do país. “Destaco a excelente mesa que tivemos com João Cayres, da CUT, e com a deputada Maria do Rosário, que abordaram justamente a perda de direitos e o desmonte das políticas conquistadas durante os governos Lula e Dilma. Momento que eu particularmente percebo como uma formação para os empreendimentos solidários, e isso nos fortalece e nos dá subsídios para ampliar o debate com a base. Frente ao desafio posto para constituir e consolidar a UNISOL nos estados, ao mesmo tempo em que muitos segmentos da Economia Solidária estão fragilizados dentro desse quadro, acredito que saímos mais próximos, e dentre as diversas tarefas que temos pela frente, uma das mais importantes é reanimar, fortalecer os empreendimentos e, mais do que nunca, fomentar a participação social nos espaços constituídos em nossos municípios e estados”.

Para Isadora Santos, diretora-tesoureira da UNISOL Brasil, o encontro conseguiu reunir o conselho geral da Central e todos os seus conselheiros e conselheiras estaduais para realizar um debate bastante realista sobre a situação atual do país e do mundo, sobre a conjuntura economia e social e sobre como isso está impactando as ações da UNISOL, a Economia Solidária e o cooperativismo como um todo. “A partir de todas essas avaliações e reflexões foi possível traçar algumas estratégias bem importantes, junto com a realização de oficinas práticas, e acredito que esse encontro como um todo vai ser muito importante para instituição de forma que consiga dar um direcionamento bem pragmático, bem embasado no contexto que a gente está vivendo, para conseguirmos continuar fomentando a economia solidária e o cooperativismo”.

A vice-presidente da UNISOL Brasil, Nelsa Fabian Nespolo, avalia como de extrema importância na atual conjuntura fazer uma leitura clara, que aponte para ações que impactem na vida das cooperativas e associações da Economia Solidária: “Assim foi nosso encontro nacional, avaliar a realidade e se fortalecer na luta e na ação. Essa ação integrada com Uruguai, Argentina e Paraguai. Se nossos problemas e dificuldades são globais, nossa luta também é. Um encontro que desafia a resistir e lutar muito”.

Mexeu com uma, mexeu com todas

IMG_1323Pela primeira vez desde sua criação, no ano de 2000, a UNISOL promoveu um encontro exclusivo das mulheres que atuam em seus quadros. “São diretoras e conselheiras que já têm uma posição política dentro da UNISOL, e fizemos uma discussão sobre como ocupar mais ainda os espaços, compreendendo cada realidade e avançando no processo de construção de lideranças femininas”, afirma Isadora Santos. “Esse encontro possibilitou ouvir as realidades de todas as partes do Brasil, que são muito distintas. Foi possível ver o que cada uma traz, o que entende, quais são as dificuldades, e criar um laço para que possamos contar umas com as outras, aprender umas com as outras. Mostrar que as mulheres podem ser protagonistas e lideranças de fato e de direito”.

Embora avalie que o tempo foi breve para o aprofundamento nos temas que surgiram ao longo do encontro, Magda de Almeida aponta que o evento foi muito produtivo e permitiu aproximação, socialização dos olhares e incertezas nesse universo de mudanças e retrocessos que sofremos no país: “Retrocessos com o desmonte de políticas públicas e o impeachment sofrido pela presidente Dilma Rousseff, mulher aguerrida que nos inspira como militantes a nos fortalecermos na luta. A não nos esquecermos que lugar de mulher é onde ela quiser. Destaco desse nosso encontro o romper dos silêncios, pois pudemos reforçar o quanto é importante a pluralidade de vozes, de nós mulheres, considerando o nosso lugar de fala, mulheres negras, brancas, indígenas, caboclas, ribeirinhas, LGBT, enfim, os múltiplos olhares e suas especificidades. E como é importante nos conhecermos, estabelecer nossos mecanismos de comunicação e definir os passos coletivamente que irão nortear as nossas estratégias de ação, bem como o nosso papel de multiplicadoras na nossa base de empreendimentos rurais e urbanos no movimento da Economia solidária. Durante a nossa atividade tiramos algumas estratégias e bandeiras de luta que contarão com os esforços desse coletivo de mulheres dos estados para sua efetivação”.

O encontro é considerado por Nelsa Fabian Nespolo um marco importante para a UNISOL Brasil, para a economia solidária e para as mulheres: “Construído com muita expectativa, ele é o resultado de uma caminhada, na qual mulheres diretoras da Central lutaram e pautaram essa agenda. E muitas delas não puderam estar presentes nesse momento, como Idalina, Joana e Dalvani. Essa conquista é também uma homenagem a elas. Conseguimos refletir sobre nossa realidade, definir bandeiras de luta específicas e estratégias de ação. Sem contar o grande entusiasmo e energia que envolveu a todas nós, dispostas a demarcar a paridade com equidade em todos os espaços em que estivermos. Um grande avanço”.

 

Análise de conjuntura e encontro internacional

17553821_1282988975121975_4313107329659586073_nDurante o encontro, uma mesa de conjuntura com a presença de João Cayres, da CUT, da deputada Maria do Rosário (RS) e do deputado Teonilio Barba (SP) abordou os retrocessos dos direitos de trabalhadores e trabalhadoras no atual quadro político e econômico brasileiro e o papel e a importância da Economia Solidária nesse contexto de crise, como também a necessidade de unir forças para lutar por uma melhor legislação, por políticas públicas e pela manutenção dos direitos duramente conquistados ao longos das últimas décadas.

No último dia do evento foi realizado o II Encontro Internacional Sindicalismo e Cooperativismo na América Latina: os desafios da classe trabalhadora, que contou com a presença de representantes de centrais sindicais e de cooperativas do Brasil, Argentina e Uruguai, além da Itália e do Canadá.

As centrais se colocaram fortemente contra as reformas que retiram direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e elaboraram uma declaração que traz, entre seus principais pontos, o posicionamento contrário a qualquer tipo de ruptura, expulsão ou fragilização do Mercosul; contra as reformas que têm como base a perda de direitos, que têm avançado em especial na Argentina e no Brasil; e uma agenda integrada entre as centrais sindicais e as de cooperativas.

Leia mais sobre o II Encontro Internacional aqui.

Leia a íntegra da declaração aqui.

 

 

 

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05 abr
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Acesse aqui a Declaração do II Encontro Internacional Sindicalismo e Cooperativismo na América Latina

o II Encontro Internacional Sindicalismo e Cooperativismo na América Latina: os desafios da classe trabalhadora, foi realizado em São Paulo no último dia 30 de março e contou com a presença de representantes de centrais sindicais e de cooperativas do Brasil, Argentina e Uruguai, além da Itália e do Canadá.

As centrais se colocaram fortemente contra as reformas que retiram direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e elaboraram uma declaração que traz, entre seus principais pontos, o posicionamento contrário a qualquer tipo de ruptura, expulsão ou fragilização do Mercosul; contra as reformas que têm como base a perda de direitos, que têm avançado em especial na Argentina e no Brasil; e uma agenda integrada entre as centrais sindicais e as de cooperativas.

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05 abr
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Campanha mundial incentiva jovens a empreender cooperativamente

Foto: Jess Johnson - Unplash

Foto: Jess Johnson – Unplash

Um mundo em que o maior capital é o ser humano, e não o dinheiro. Em que as pessoas tenham trabalho, direito a voz e participem coletivamente da tomada de decisões. Um mundo possível e necessário no século XXI, com a economia solidária e o cooperativismo como mola que gira a engrenagem.

Com o avanço das novas tecnologias – muitas vezes disputando espaços de trabalho com as pessoas -, com a crescente exigência de experiência para ingressar nas empresas e a crise econômica, a busca de modos alternativos de associação para produção cada vez mais ganha relevância.

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que a taxa mundial de desemprego deverá subir em 2017, representando um aumento de 3,4 milhões de pessoas desempregadas. A informação é do relatório “Perspectivas sociais e do emprego no mundo – Tendências de 2017”, lançado em janeiro deste ano. Ainda segundo a OIT, há cerca de 74 milhões de pessoas com menos de 25 anos desempregadas em todo o mundo.

Cruzando os dados, surgem na equação como forma de equilibrar esse tabuleiro o cooperativismo e a Economia Solidária, em especial a necessidade de disseminar seus princípios, informar e fomentá-la entre os jovens.

A CICOPA – organização internacional que reúne cooperativas da indústria, do artesanato e serviços – acaba de lançar, no dia 30 de janeiro, uma campanha para justamente incentivar os jovens a empreender cooperativamente. “We Own It!” (Isso nos Pertence) pretende divulgar histórias sobre cooperativas e cooperadores para jovens de todo o mundo e inspirar as próximas gerações a seguir esse caminho.

A Unisol Brasil é associada à CICOPA – braço da Associação Internacional de Cooperativas (ICA na sigla em inglês) que representa 68 mil cooperativas de indústria e serviços, as quais empregam quatro milhões de pessoas pelo mundo. O presidente da CICOPA Américas, Arildo Mota, avalia que os princípios do cooperativismo, calcados na democracia e na participação econômica dos sócios, são valores que as pessoas buscam hoje. “Nesse modelo elas têm o direito de falar e serem ouvidas. Muitos jovens dizem que querem isso, mas às vezes não sabem mesmo por onde começar esse processo. Os jovens querem participar coletivamente dos espaços de decisão, ter autonomia, e uma visão mais humanista, que as empresas não têm”.

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Empreender sim, mas empreender coletivamente

O objetivo da campanha We Own It! é promover o empreendedorismo cooperativo entre os jovens do mundo e criar impacto junto a governos, organizações internacionais e entidades de integração regional em relação ao empreendedorismo cooperativo e ao emprego por meio de cooperativas de trabalhadores e de produtores jovens.

“A discussão sobre a juventude dentro da economia solidária passa por dois caminhos. O primeiro deles é referente à sucessão ou ingresso de pessoas jovens em cooperativas já existentes como forma de trazer inovação, novos públicos e até mesmo diferenciais competitivos. No caso das cooperativas que já existem há muitos anos, os sócios vão se aposentando e é preciso fomentar a participação de jovens para que não acabem. O outro é que o cooperativismo e a economia solidária possuem valores que hoje são muito compatíveis com os modos de fazer da juventude. Existe essa interface muito forte entre o modo de fazer cooperativo e várias dinâmicas da juventude, relacionadas ou não à geração de renda”, define Isadora Santos, diretora da Unisol Brasil, Presidente da Cooperideario da Rede Design Possível.

No Brasil há também a articulação nacional chamada Juvesol, que reúne coletivos, empreendimentos, associações, cooperativas, várias pessoas que buscam fomentar a discussão sobre o espaço da juventude dentro da economia solidária – um debate ainda recente no país -, seja no fomento a empreendimentos de jovens ou da participação deles em instâncias de decisão nas direções de centrais, cooperativas e institutos.

Trabalhando juntos para um futuro cooperativo

A CICOPA Américas tem sido bastante ativa junto à Associação Internacional de Cooperativas no sentido de defender pautas progressistas como a questão da juventude e de gênero na economia solidária. Desde 2004 a Unisol Brasil vem promovendo um diálogo com países do Mercosul e da Europa, participando de intercâmbios com cooperativas de diversos lugares do mundo.

“Começamos a dialogar com México, Canadá, Estados Unidos, Colômbia, Chile, enfim, e percebemos que todos temos os mesmos desafios – legislação, crédito, investimento, diálogo com o setor público. Avançamos muito, em especial de 2006 pra cá. Isso nos possibilitou fazer análises comparativas das leis de apoio à economia solidária e ao cooperativismo, e nos aproximou de parceiros internacionais”, avalia Arildo.

O vídeo “Trabalhando juntos para um futuro cooperativo”, criado de forma colaborativa, compartilha as experiências e motivações de jovens cooperados em nove cooperativas de nove países do mundo. O Brasil é um deles, com o depoimento da Rede Design Possível.

Em comum, esses jovens acreditam que o trabalho colaborativo é essencial para gerir seus negócios. A campanha “We Own It!” quer continuar espalhando histórias sobre cooperativas e cooperados para jovens de todo o mundo.

Para apoiar a campanha, clique aqui.

Assista ao video:

 

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02 abr
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Centrais sindicais e de cooperativas da América Latina se posicionam contra reformas que retiram direitos dos trabalhadores e trabalhadoras

17553821_1282988975121975_4313107329659586073_nA América Latina se encontra frente a uma das conjunturas mais desfavoráveis desde a década de 1990 para os trabalhadores e trabalhadoras. Medidas adotadas pelos governos da maioria dos países latinos obedecem a um modelo econômico que visa gerar maior concentração de riqueza nos setores mais privilegiados e privar mais e mais direitos dos setores mais desfavorecidos da sociedade, definindo estratégias e um plano de ação para promover o fortalecimento do cooperativismo e do associativismo em nível local e regional.

Frente a esse cenário, representantes de centrais sindicais e de cooperativas do Brasil, Argentina e Uruguai, do Canadá e da Itália estiveram em São Paulo na última quinta-feira, 30/03, participando do II Encontro Internacional Sindicalismo e Cooperativismo na América Latina: O Desafio da Classe Trabalhadora.

Estiveram presentes representantes da CICOPA Américas, das centrais brasileiras UNISOL, CNM/CUT, OCB, UNICAFES e UNICOPAS, das argentinas CNCT, CGT – Federación, Sindicato de Obreros Curtidores, Federación Gráfica Bonaerense, CTA e FECOOTRA e das uruguaias FCPU , ANERT e PIT- CNT.

O evento, promovido pela CICOPA Américas, debateu os avanços, limites e desafios do sindicalismo e do cooperativismo e também a construção de estratégias para o fortalecimento. E contou também com a presença de integrantes da DSI/CSN canadense e da italiana Nexus/CGIL.

As centrais elaboraram uma declaração se posicionando fortemente contra as reformas que retiram direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Os principais pontos do documento são o posicionamento contrário a qualquer tipo de ruptura, expulsão ou fragilização do Mercosul; um posicionamento claro contra as reformas que têm como base a retirada de direitos, que têm avançado em especial na Argentina e no Brasil; uma agenda integrada entre as centrais sindicais e as centrais de cooperativas.

“Um outro ponto é que precisamos nos entender como classe trabalhadora, como sujeito coletivo, e não abraçar as tentativas de nos colocar como empreendedores, individualizando sucessos e realizações. Essa foi uma importante resolução de encarar tanto cooperativistas como sindicalistas como parte da classe trabalhadora e como parte do esforço de organização coletiva de nossa classe”, define Leo Pinho, presidente da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários, a UNISOL Brasil.

Durante o II Encontro, foi definido um plano de trabalho para as Centrais que inclui a necessidade de avanços legislativos, uma agenda permanente de lutas pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, a promoção das cooperativas nas compras públicas, gestão junto aos bancos centrais para a proteção das formas cooperativas de acesso a crédito e desenvolvimento de vantagens competitivas e estratégias de comunicação.

“Alguns desafios estão colocados para a classe trabalhadora. Estamos diante de uma disputa de modelo de desenvolvimento, de modelo de sociedade. E como sociedade organizada temos que ocupar espaços de debate e de deliberação, e muitas vezes não fazemos isso. Temos que ocupar esses espaços nos parlamentos em nossos países, nos espaços nacionais e internacionais. Temos espaços deliberativos com assentos para a classe trabalhadora, e muitas vezes quem está nesses lugares não nos representa, mas está lá definido o que é bom e o que é ruim pra gente. Portanto, são espaços que nós temos que ocupar. São debates que nós no dia a dia temos que fazer com os deputados, senadores, enfim. Quais são as pautas da Economia Solidária? Quais são as leis que vem ao nosso encontro e somam com a classe trabalhadora?”, indaga o diretor da CICOPA Américas, Arildo Mota.

Carlos Aulet, da PIT – CNT do Uruguai, lembra que seu país avançou bastante na política de inclusão em infraestrutura e do ponto de vista legislativo. Como exemplo, cita o setor da construção civil, que registrava altos índices de morte na construção, que diminuíram com uma lei penal para empresários que passaram a ser responsabilizados pela morte de trabalhadores em suas empresas. “Devemos ter políticas de estado e de governo em favor dos trabalhadores”, diz ele. “Mas uma das primeiras questões que temos que ter clara é que precisamos estar organizados. Estar organizados em sindicatos, em centrais de cooperativas, e que essas instituições se juntem como nesse evento para desenvolver políticas e ações para o futuro. Para melhorar e para substituir esse sistema explorador por um sistema alternativo”.

Nesse sentido, a elaboração e apresentação de propostas unificadas, que permitam sustentar e aumentar o nível de participação institucional e alcançados em diferentes espaços regionais como Mercosul, Unasul, OIT, RECM, CICOPA e ACI América, em sintonia com os avanços das centrais da América e suas organizações, é outro ponto central destacado no documento assinado pelos participantes do Encontro.

“Minha avaliação é que esses encaminhamentos mostram maturidade das centrais de cooperativas e das centrais sindicais na criação de uma agenda possível unificada e no compromisso de atuar nos organismos internacionais de forma conjunta, dando um grande sinal de que a resposta à atual crise acumulação de capital que tem se apresentado em nível mundial é a criação de uma nova agenda, de um novo modelo de desenvolvimento, a partir da unidade da classe trabalhadora”, aponta Leo Pinho.

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30 mar
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TERMO DE HOMOLOGAÇÃO CHAMADA PÚBLICA Nº 013/2017

Em atenção à deliberação da Comissão de Licitação e Seleção da UNISOL BRASIL, datada de 04/01/2017 e em referência à Chamada Pública Simplificada nº 013/2017, RATIFICO E HOMOLOGO como vencedor deste Edital, o Sr. DANIEL VAZ FREIRE, inscrita no CPF sob nº 171.035.138-13, e autorizo a contratação do profissional acima citado, nas condições estabelecidas pelo Edital e dentro do previsto em convenio e/ou contrato, respeitando-se a legislação vigente.

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