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17 jan
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Artesanato transforma a vida de pescadoras no Rio Grande do Sul

Por Dalva de Oliveira

Resgatar a cultura dos Açores e incentivar o turismo é o que o grupo de mulheres pescadoras da Ilha da Pintada, em Porto Alegre/RS, vem fazendo nos últimos catorze anos. A Ilha é composta por descendentes de imigrantes do arquipélago português e de antigos escravos africanos, que trouxeram suas referências culturais.

As vinte e duas mulheres que fazem parte do projeto Art’escama buscam fazer renascer a cultura que estava desaparecida por meio do trabalho artesanal, principalmente com a  escama de peixe. Com a matéria prima, elas desenvolvem um artesanato variado que vai desde a fabricação de biojóias como pulseiras, colares, brincos e flores, passando por itens de vestuário como echarpes, bolsas e vestidos bordados, e até produtos utilitários como bandejas, luminárias e porta guardanapos, que surpreendem pela beleza e suavidade. O artesanato já foi exposto e comercializado em feiras e exposições de alguns estados do país – Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina -, e também no exterior.

O projeto “O artesanato na Rota do Turismo” recebeu investimento social de mais de R$ 170 mil, o que possibilitou a reforma do Centro de Tradições Gaúchas, aquisição de equipamentos, qualificação profissional dos associados e formalização da entidade. O Art’ escama tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida do grupo  de  moradores da ilha, ampliando as possibilidades de trabalho e renda,  com capacitação e organização para que seja autossustentável, com foco no turismo e na proteção ambiental.

De acordo com consultora e agente de desenvolvimento sustentável do projeto, Teresinha Carvalho da Silva, o recurso que recebeu da Fundação BB contribui para realizar o grande sonho de todas: ter um espaço para trabalhar e comercializar. “Ficamos muito tempo trabalhando em um local cedido pela Colônia de Pescadores Z5, porém, devido ao horário comercial era difícil para receber os visitantes. Hoje temos o nosso lugar. Muitas mulheres que tinham desistido, voltaram a trabalhar conosco”, disse.

A responsável traça planos para o futuro e não quer deixar passar a oportunidade de apresentar o trabalho e a cultura do grupo na Copa do Mundo de 2014. “Porto Alegre será um das cidades sede da Copa de 2014. Queremos contar a história da Ilha da Pintada por meio do nosso artesanato e fazer parte do evento”, conclui. Teresinha conta ainda que, neste início de ano, elas estão comemorando as boas vendas que fizeram em dezembro de 2012 e a abertura de um ponto de comercialização de produtos derivados da economia solidária na cidade gaúcha de Montenegro.

O empreendimento Art’escama é filiado da UNISOL Brasil desde 2009.

Com informações: Fundação Banco do Brasil

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16 jan
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Prêmio "Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável" recebe inscrições até 1º de fevereiro

Por SPM

Experiências de grupos e organizações produtivas do campo e da floresta serão reconhecidas pelo Prêmio “Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável”  Organizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), o concurso destacará 30 iniciativas com o troféu “Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável”. As dez experiências, que obtiverem maiores pontuações, receberão R$ 20 mil cada uma.
A premiação pretende dar visibilidade ao trabalho das mulheres do campo e da floresta, por meio de suas organizações produtivas, no fortalecimento da sustentabilidade econômica, social e ambiental, e geradoras da segurança e soberania alimentar no País. Foca na produção e na disseminação de conteúdos que subsidiem o fortalecimento da Política Nacional para as Mulheres com participação e controle social.
“Esse prêmio vai reconhecer parte significativa do trabalho que as mulheres fazem para que o Brasil seja um país sustentável. Com isso, precisamos avançar no debate sobre políticas públicas para a igualdade de gênero no campo e na floresta”, explica a secretária de Avaliação de Políticas e Autonomia Econômica das Mulheres da SPM, Tatau Godinho.
As inscrições começaram a ser aceitas em 19 de dezembro e terminarão em 1º de fevereiro, pelo endereço eletrônico pelo premio.mulheresrurais2013@spmulheres.gov.br ou pela via postal para: Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-PR) – Prêmio
“Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável”, Via N1 Leste s/nº, Pavilhão de Metas, Praça dos Três Poderes, Zona Cívico-Administrativa, CEP: 70.150-908, Brasília-DF.
Poderão ser inscritas trajetórias e experiências que se destacam pela viabilidade econômica, social, cultural e ambiental de grupos de mulheres que integram organizações produtivas, associações e/ou cooperativas. É necessário que essas instituições sejam compostas por um mínimo de 70% de mulheres e tenham presença feminina na direção geral. A cerimônia de entrega da premiação acontecerá em 8 de março de 2013, Dia Internacional da Mulher, em Brasília.
Realizado pela SPM, o concurso tem como parceiros o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social (Seppir) e o Banco do Brasil.
Acesse aqui o edital Prêmio “Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável” <http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=4&data=19/12/2012>.

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09 jan
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Oficina de negócios entre cooperativas do Mercosul lança 2ª edição de boletim

oficinanegocios

A Oficina de Negócios entre cooperativas do Mercosul, iniciativa da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM), lançou a 2ª edição de seu boletim trazendo novidades da economia solidária no bloco. Entre elas, a intercooperação que hoje existe entre cooperativas do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, de catadores e catadoras de materiais recicláveis e costureiras com cooperativas do Uruguai dentro da Cadeia Solidária Binacional do PET. Em 2013, já está programado para a 1ª quinzena de abril um encontro de cooperativas de consumo, e também iniciativas com empreendimentos dos parques turísticos e do setor leiteiro entre os países do Mercosul.

Veja o boletim clicando aqui.

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09 jan
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Jornal da UNISOL Brasil faz cobertura especial de seu 3° Congresso

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A 21ª edição do jornal da UNISOL Brasil está imperdível. Esta edição histórica traz cobertura especial do 3° Congresso Nacional da UNISOL Brasil, com todos os detalhes e muitas imagens. O editorial faz uma abordagem da Economia Solidária como estratégia de desenvolvimento e foi escrito pelo recém-eleito diretor secretário de formação Cláudio Domingos da Silva, cooperado da Metalcoop, de Salto-SP. Você também confere reportagens sobre a formalização Coopercata, da parceria entre o Setur e o Circuito Quilombola e de mais uma iniciativa inovadora da UNIPOL.

No plano internacional, têm visita da Red Del Sur em empreendimentos de Campinas-SP, experiências de Quebec, evento sobre economia solidária no Chile, avanços na Cadeia do PET e no projeto de cooperação da UNISOL Brasil com Cabo Verde.

Leia o jornal clicando aqui. Você também pode acessar as edições anteriores clicando aqui.

Participe dos nossos meios de comunicação enviando notícias, fotos e vídeos. Será uma oportunidade de mostrar para o Brasil e o mundo o relevante trabalho realizado por seu empreendimento.

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02 jan
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CHAMADA PÚBLICA nº 001/2013 – SEBRAE

A Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários – UNISOL BRASIL, entidade sem fins econômicos, com sede em São Bernardo do Campo/SP, inscrita no CNPJ sob nº 07.293.586/0001-79, torna público que encontra-se aberto processo seletivo para a contratação de ASSESSOR TÉCNICO DE VALIDAÇÃO E SISTEMATIZAÇÃO DOS RESULTADOS, conforme previsto no projeto de “DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E FOMENTO À INOVAÇÃO POR MEIO DO EMPREENDEDORISMO E DA ECONOMIA SOLIDÁRIA”, Convênio SEBRAE nº 045/2012 .

Clique AQUI para acessar Edital completo.

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26 dez
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Cooperativas de catadores de Canoas ampliam frota de caminhões

Cinco cooperativas de catadores de Canoas-RS estiveram reunidas com a Secretaria de Meio Ambiente do município e com a Fundação Banco do Brasil, na manhã desta terça-feira, 18 de dezembro, para cerimônia de entrega das chaves de cinco caminhões. Os recursos para a compra dos equipamentos são oriundos do CATAFORTE (Programa de Fortalecimento do Associativismo e Cooperativismo dos Catadores de Materiais Recicláveis), parceria com o a Fundação Banco do Brasil, BNDES e Petrobrás. “Este é um momento muito importante, pois é mais um passo nesta luta de mais de dez anos dos catadores. Com o trabalho e a consciência que demonstram são um grande orgulho para Canoas. Agradeço também todos os parceiros que tornaram este momento possível”, exaltou o prefeito Jairo Jorge.

Também presente, o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit, comentou que “este é um momento de muito orgulho para nós, pois sabemos que estes caminhões vão se transformar em renda e melhoria na vida destas pessoas.” O representante da Cooarlas – Cooperativa de Trabalho Amigas e Amigos Solidários, Clóvis Eduardo Aguiar da Silva, também ressaltou a importância do momento para as cooperativas, que a partir de agora terão maior autonomia para buscar os resíduos reciclados, uma vez que os caminhões que eles usavam até hoje eram alugados. Com os novos veículos os lucros da reciclagem irão exclusivamente aos catadores, aumentando assim sua renda e sua qualidade de vida. “Estamos trazendo muitas coisas boas para Canoas, e agradecemos pelo município ter acreditado em nosso trabalho e aos parceiros que temos. Essa é uma história que não iniciou hoje, estamos há mais de dez anos lutando e construindo essa realidade”, comentou Clóvis. Antiga lutadora dos movimentos populares e dos catadores Beatriz da Silva, conhecida como dona Bia, demonstrou emoção ao comentar o momento. “Vai facilitar o recolhimento e a vida de nossos amigos catadores. É uma conquista e uma vitória, pois há muito tempo batalhamos por isso”, disse dona Bia.

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COOARLAS

A COOARLAS surgiu da necessidade de qualificar os processos de gestão e produção, e ampliar as possibilidades de comercialização dos produtos. Está localizada na comunidade Parque São José, bairro Guajuviras, município de Canoas/RS.

Em 1999 mulheres ligadas a Pastoral da Criança e da Juventude e ao Movimento de Mulheres de Canoas, preocupadas com a inserção de jovens no mercado de trabalho, promoveram uma formação no Programa Serviço Civil Voluntário. A área de atuação escolhida foi a reciclagem, uma vez que existia muito lixo acumulado nos terrenos baldios da comunidade e a coleta seletiva havia sido implementada pela Prefeitura no ano de 1998.

Em maio de 2000 iniciaram um projeto piloto e começaram a catar o lixo da comunidade. As mulheres mobilizaram a comunidade e conquistaram recursos junto ao Orçamento Participativo Estadual para a construção de galpão com 570m2 e realizaram curso de Reciclagem de Resíduos Sólidos preparando para o trabalho no galpão.

O galpão foi inaugurado em 2002, utilizado para as atividades das trabalhadoras da ARLAS e, atualmente da COOARLAS. Os equipamentos como balança e prensa, foram conquistados através de projeto junto ao FMP/CAMP. Entre 2002 e 2009, o número de trabalhadores da ARLAS passou dos 12 iniciais para os 30 atuais, sendo sua absoluta maioria mulheres.

A assembleia de constituição ocorreu em 18/08/09, a aprovação de seu registro se deu em 07/01/10. A formalização da cooperativa possibilitou o estabelecimento de parceria com empresas para realização da triagem de materiais e prestação de serviços de limpeza para terceiros, assim como com a Prefeitura do Município para a realização da coleta seletiva no Programa Coleta Seletiva Compartilhada.

Com informações da Prefeitura Municipal de Canoas e Euclides Bitelo

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20 dez
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Filiada Coopersol agradece apoio da Petrobrás

A Coopersol Confecções é um empreendimento econômico solidário na área da confecção têxtil, que gradativamente vem se consolidando no mercado e ampliando a possibilidade de novos postos de trabalho na geração de renda aos seus associados.

Recentemente concluiu com sucesso projeto financiado pela Petrobrás, que possibilitou a estruturação física e a melhoria da qualidade dos produtos por meio da aquisição de equipamentos e máquinas necessários para fazer frente às exigências do mercado.

O empreendimento, que fabrica uniforme, também avançou no processo de formação através da elaboração coletiva do plano de negócios e cursos de formação aos cooperados estendidos à comunidade.

Além de contar com o apoio da UNISOL Brasil, a Coopersol também agradece aos parceiros ADS CUT, CARITAS-SC, ITCP (UNOCHAPECÓ), e outras organizações locais de apoio e fomento.

Cooperativa Mista Solidária de Chapecó-COOPERSOL CONFECÇÕES
Rua Francisco Dias Velho-1334-D
Bairro Passo dos Fortes
Chapecó-SC      CEP:89.805-540
(49)3323-5819
email: coopersol@brturbo.com.br
www.coopersolconfeccoes.com

Patrocínio:

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19 dez
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Direção Executiva da UNISOL Brasil se reúne e se encontra com Lula

A nova Direção Executiva, eleita no 3º Congresso da UNISOL Brasil, no dia 23 de novembro, se reuniu nos dois últimos dias para debater o planejamento da gestão 2013-2015. O encontro foi pautado nos eixos estratégicos aprovados em novembro.

Parte da atividade aconteceu simultaneamente à posse de Rafael Marques à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que contou com a presença do ex-presidente Lula e o prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho.

Na ocasião, a nova Direção teve a oportunidade de se encontrar com Lula e expor os seus planos. Segundo o Diretor Presidente da UNISOL Brasil Arildo Mota Lopes, “foi importante participar da posse do Rafael Marques, juntamente da nova executiva da UNISOL Brasil. Isso mostra a renovação, tanto do SMABC, quanto da UNISOL. Esperemos continuar com essa parceria histórica”. Lula aproveitou para saudar e desejar boa sorte para a nova Direção da UNISOL Brasil e desejou para todas as filiadas um 2013 repleto de felicidades e solidariedade.

Veja abaixo algumas fotos do encontro:

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18 dez
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Manual Sintético da Lei das Cooperativas de Trabalho (Lei 12.690/2012)

1-   Esta lei especial deve ser interpretada em conjunto com a Lei 5.764/1971 e com o Código Civil, mas suas regras prevalecerão em relação a estas quando com elas colidir.

2-   Exclusões: Esta lei não se aplica a: a) as cooperativas de assistência à saúde na forma da legislação de saúde suplementar; b) cooperativas do setor de transporte regulamentado pelo poder público que detenham, por si ou por seus sócios, a qualquer título, os meios de trabalho; c) cooperativas de profissionais liberais cujos sócios exerçam as atividades em seus próprios estabelecimentos; d) cooperativas de médicos cujos honorários sejam pagos por procedimento.

3-   Conceito:  Considera-se Cooperativa de Trabalho a sociedade constituída por trabalhadores para o exercício de suas atividades laborativas ou profissionais com proveito comum, autonomia e autogestão para obterem melhor qualificação, renda, situação socioeconômica e condições gerais de trabalho. 

4-   Autonomia e Autogestão: A lei prevê que as atividades devem ser exercidas de forma coordenada, com autonomia coletiva e autogestão, mediante a fixação, em Assembleia Geral, das regras de funcionamento da cooperativa e da forma de execução dos trabalhos.

5-   Assembleias: devem ser realizadas com frequência. Criou-se uma terceira modalidade, chamada Assembleia Geral Especial, a se realizar sempre no 2º semestre, para tratar de gestão, disciplina, direitos e deveres dos sócios, planejamento e resultado econômico dos projetos e contratos firmados e organização do trabalho. A lei prevê quórum mais elevado, na 3ª convocação: 50 (cinquenta) sócios ou, no mínimo, 20% (vinte por cento), prevalecendo o menor número, exigida a presença de, no mínimo, 4 (quatro) sócios para as cooperativas que possuam até 19 (dezenove) sócios matriculados. A convocação dos sócios passa a ser feita de maneira pessoal ou, na sua impossibilidade, por notificação postal. Só na impossibilidade destas, é que se dará por edital.

6-   Princípios: I – adesão voluntária e livre; II – gestão democrática; III – participação econômica dos membros; IV – autonomia e independência; V – educação, formação e informação; VI – intercooperação; VII – interesse pela comunidade; VIII – preservação dos direitos sociais, do valor social do trabalho e da livre iniciativa; IX – não precarização do trabalho; X – respeito às decisões de asssembleia, observado o disposto nesta Lei; e XI – participação na gestão em todos os níveis de decisão de acordo com o previsto em lei e no Estatuto Social.

7-   Tipos:  I- Cooperativa de Produção, quando constituída por sócios que contribuem com trabalho para a produção em comum de bens e a cooperativa detém, a qualquer título, os meios de produção; e II – Cooperativa de Serviço, quando constituída por sócios para a prestação de serviços especializados a terceiros, sem a presença dos pressupostos da relação de emprego.

8-   Proíbe a intermediação: É vedada a intermediação de mão de obra subordinada através de cooperativa. Atenção: A Cooperativa que intermediar mão de obra subordinada e os contratantes de seus serviços estarão sujeitos à multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) por trabalhador prejudicado, dobrada na reincidência.

9-   Número Mínimo: 7 (sete) sócios.

10- Direitos Sociais Mínimos: a) retiradas não inferiores ao piso da categoria profissional e, na ausência deste, não inferiores ao salário mínimo, calculadas de forma proporcional às horas trabalhadas ou às atividades desenvolvidas; b) duração do trabalho normal não superior a 8 (oito) horas diárias e 44 (quarenta e quatro) semanais, exceto quando a atividade, por sua natureza, demandar a prestação de trabalho por meio de plantões ou escalas, facultada a compensação de horários; c) repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; d)  repouso anual remunerado a ser fixado pela própria cooperativa; d) retirada para o trabalho noturno superior à do diurno a ser fixada pela própria cooperativa; e) adicional sobre a retirada para as atividades insalubres ou perigosas, a ser fixado pela própria cooperativa; f) seguro de acidente de trabalho.

Observações:

I-   A lei prevê alguma flexibilidade na aplicação destes direitos sociais, a ser debatida e aprovada em assembleia geral.

II-  A Cooperativa de Produção poderá estabelecer, em assembleia, carência na fruição do direito à retirada mínima e ao seguro de acidente de trabalho.

III-  As atividades da Cooperativa de Serviço, quando prestadas no estabelecimento do tomador, deverão ser submetidas a uma coordenação com mandato nunca superior a 1 (um) ano ou ao prazo estipulado para a realização dessas atividades, eleita em reunião específica pelos sócios que se disponham a realizá-las, em que serão expostos os requisitos para sua consecução, os valores contratados e a retribuição pecuniária de cada sócio partícipe. Atenção: Se esta regra for descumprida, incorrem em multa a Cooperativa e o tomador de serviços.

IV- As Cooperativas devem observar as normas de saúde e segurança do trabalho previstas em lei.

V-  O contratante da Cooperativa de Serviço responde solidariamente pelo cumprimento das normas de saúde e segurança do trabalho quando os serviços forem prestados no seu estabelecimento ou em local por ele determinado.

VI- A Cooperativa deverá deliberar, anualmente, na Assembleia Geral Ordinária, sobre a adoção ou não de diferentes faixas de retirada dos sócios. A diferença entre as de maior e as de menor valor deverá ser fixada na Assembleia.

11- Objeto Social: O Estatuto Social deve prever com exatidão o objeto social, indicando os serviços, operações ou atividades a serem executados.

12- Nome: É obrigatório o uso de “Cooperativa de Trabalho” na denominação social da cooperativa.

13- Licitações: A Cooperativa não poderá ser impedida de participar de licitação pública que tenha por escopo os mesmos serviços, operações e atividades previstas em seu objeto social.

14- Admissão de sócios: limitada às possibilidades de reunião, abrangência das operações, controle e prestação de serviços e de acordo com a previsão estatutária. O sócio poderá exercer qualquer atividade da cooperativa.

15- Restrição à distribuição de verbas: É vedado à Cooperativa distribuir verbas de qualquer natureza entre os sócios, exceto a retirada devida em razão do exercício de sua atividade como sócio ou retribuição por conta de reembolso de despesas.

16- Conselho de Administração: mínimo de 3 (três) sócios, eleitos pela Assembleia Geral, para um mandato não superior a 4 (quatro) anos, sendo obrigatória a renovação de, no mínimo, 1/3 (um terço) do colegiado, ressalvado que, quando reunir até 19 (dezenove) sócios, poderá estabelecer, em Estatuto Social, composição para o Conselho de Administração e para o Conselho Fiscal distinta da prevista nesta Lei, assegurados, no mínimo, 3 (três) conselheiros fiscais.

17- Fiscalização do cumprimento desta lei: cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego.

18- Fraude: A constituição ou utilização de Cooperativa de Trabalho para fraudar deliberadamente a legislação trabalhista, previdenciária e o disposto nesta Lei acarretará aos responsáveis as sanções penais, cíveis e administrativas cabíveis, sem prejuízo da ação judicial visando à dissolução da Cooperativa. Fica inelegível para qualquer cargo em Cooperativa de Trabalho, pelo período de até 5 (cinco) anos, contado a partir da sentença transitada em julgado, o sócio, dirigente ou o administrador condenado pela prática de fraudes.

19- PRONACOOP: visa promover o desenvolvimento e a melhoria do desempenho econômico e social da Cooperativa de Trabalho. Finalidades: I – a produção de diagnóstico e plano de desenvolvimento institucional para as Cooperativas de Trabalho dele participantes; II – a realização de acompanhamento técnico visando ao fortalecimento financeiro, de gestão, de organização do processo produtivo ou de trabalho, bem como à qualificação dos recursos humanos; III – a viabilização de linhas de crédito; IV – o acesso a mercados e à comercialização da produção; V – o fortalecimento institucional, a educação cooperativista e a constituição de cooperativas centrais, federações e confederações de cooperativas; e VI – outras ações que venham a ser definidas por seu Comitê Gestor no cumprimento da finalidade estabelecida no caput deste artigo. Atenção: As instituições financeiras autorizadas a operar com os recursos do Pronacoop poderão realizar operações de crédito destinadas a empreendimentos inscritos no Programa sem a exigência de garantias reais, que poderão ser substituídas por garantias alternativas.

20- Prazo para adaptar o Estatuto: A Cooperativa de Trabalho constituída antes da vigência desta Lei terá prazo de 12 (doze) meses, ou seja, até 19 de julho de 2013, para adequar seus estatutos.

21- Carência para Cooperativa de Serviço: quando constituída antes da vigência desta Lei, terá prazo de 12 (doze) meses, ou seja, até 19 de julho de 2013, para assegurar aos sócios as seguintes garantias previstas nos incisos I (retiradas mínimas), IV (repouso anual), V (retirada maior para trabalho noturno), VI (adicional de insalubridade ou periculosidade) e VII (seguro de acidente do trabalho), do art. 7o, a ser deliberado em Assembleia Geral.

 

São Bernardo do Campo, 19 de novembro de 2012.

Marcelo Mauad
Assessor Jurídico da UNISOL/Brasil

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18 dez
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Diretora da UNISOL é destacada como um dos 100 brasileiros mais influentes

Maysa Gadelha, diretora da UNISOL Brasil

A recém-eleita Maysa Motta Gadelha, Diretora Secretária de Promoção de Negócios e Inovação Tecnológica, está entre os 100 brasileiros mais influentes em 2012, segundo reportagem da Revista ÉPOCA.

Desde 2007, a revista ÉPOCA publica edição especial, relacionando as 100 personalidades mais influentes do país. São pessoas capazes de liderar, inspirar ou comover os brasileiros.  Entre artistas, construtores, heróis e líderes, Maysa Motta Gadelha vem de uma trajetória de conquistas.

Uma dessas realizações, é a fundação da CoopNatural, também conhecida por Natural Fashion, empreendimento paraibano filiado à UNISOL Brasil desde sua fundação em 2009. Com 29 associados, a cooperativa fabrica peças com algodão orgânico de vestuário e para a casa, além de reutilizar rejeitos de matéria prima na produção de brinquedos de pano.

A revista já está à venda nas bancas. Saiba mais no site da revista.

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